Glenn
Hughes
Fechamento: Motorocker
Fonte:
Site Whiplash
Ópera 1,
Curitiba - PR
24 de outubro de 2007.
Com muito vigor, Hughes
tocou e cantou ao lado dos músicos
JJ Marsh (guitarra), Ed Roth (teclado)
e Stephen Stevens (bateria). A apresentação
fez parta da turnê para divulgar
o disco "Music For The Divine"
(2006). Como não poderia deixar
de ser, as canções que
mais envolveram os fãs, do tradicional
Hard Rock, foram os clássicos
dos discos "Burn", "Stormbringer"
e "Come Taste The Band", do
Deep Purple. O show só não
foi perfeito devido à ausência
de uma canção do disco
"Seventh Star", do Black Sabbath.
A obra deveria ter sido lembrada. O
lendário músico executou
11 canções. Parece pouco,
mas como de costume, os arranjos eram
prolongados com improvisos.
A apresentação começou
pontualmente às 23h com uma vigorosa
versão de "Stormbringer".
Nos primeiros minutos, o público
percebeu que Glenn está em forma,
com sua voz em perfeito estado. A vantagem
é a experiência. O ex-Deep
Purple está cantando melhor do
que no conhecido show "Califórnia
Jamming", gravado em 1974.
Para o público não
perder o embalo, a banda soltou mais
um clássico do Purple. A segunda
faixa de "Burn", "Might
Just Take Your Life", foi executada
com total fidelidade. Com uma formação
simples, o grupo de Hughes demonstrou
que não veio para inventar.
Quem estava presente, percebeu que
as canções apresentavam
arranjos iguais aos originais, mas
com mais peso.
Em seguida, a canção
executada foi "Land Of The Living",
que antecedeu a clássica "Mistreated".
Na ocasião, Hughes aproveitou
para falar com o público. “Essa
é a primeira canção
que fiz para o ´Burn´.
É uma música de amor.
Quero que vocês cantem”.
No decorrer da apresentação,
o músico elogiou diversas vezes
o Brasil. “Eu amo esse país.
As pessoas brasileiras são
lindas”, repetiu algumas vezes.
Hughes recorria ao tecladista para
conversar com o público. Ele
é filho de brasileira e sabe
se “virar” com a língua
portuguesa.
Do último trabalho de estúdio,
a banda executou "You Got Soul"
e "Steppin’ On". As
novas composições também
agradaram o público e expuseram
o autêntico Hard Rock funkeado,
que Hughes começou a desenvolver
com mais nitidez no disco "Come
Taste The Band". Foi fácil
perceber que a maioria do público
se envolveu com as canções
novas, sem conhecer. Fora os títulos
do Deep Purple, os trabalhos solos
do baixista são raros no mercado
fonográfico brasileiro.
Na segunda metade do show, o repertório
priorizou canções do
trabalho solo "Soul Mover"
(2005) e "Come Taste The Band",
do Purple. Em "Don’t Let
Me Bleed", Glenn lamentou uma
relação amorosa frustrada.
“Essa canção é
sobre uma namorada que fugiu com um
amigo meu. Depois de 30 anos eu a
encontrei e agradeci por ter fugido”,
desabafou. Em diversos momentos o
“Voice of Rock” demonstrou
que é sentimental. Depois da
pesada balada, o público voltou
a fazer coro para "You Keep On
Movin’", e o show começou
a transparecer que estava no fim.
Depois de 9 canções,
A banda encerrou formalmente a apresentação
e voltou para o esperado bis. Sem
muita cerimônia, Glenn Hughes
retornou ao palco para apresentar
"Soul Mover". Em seguida,
os fãs ficaram anestesiados
com a esperada "Burn". É
incrível como a canção
envolveu os mais jovens, com aproximadamente
18 anos, os antigos fãs da
década de 70 e até os
técnicos de som e roadies,
que se movimentavam sem parar em volta
do palco. Os agudos de Mr. Hughes
no refrão impressionaram pelo
vigor. É de fazer inveja a
David Coverdale e, principalmente,
Ian Gillan.
Depois do grandioso encerramento,
Hughes se despediu de maneira breve
e deixou o público com gosto
de quero mais. “Sweet Dreams”,
disse a lenda do rock.
ABERTURA E FECHAMENTO DE GALA
As bandas que se apresentaram antes
e depois de Glenn Hughes no Ópera
1 fizeram bonito. Os catarinenses
do Perpetual Dreams subiram ao palco,
às 22h, para apresentar seu
heavy metal melódico com influências
do Hard Rock Oitentista. Com um trabalho
autoral, o grupo demonstrou que a
cidade de Blumenau tem heavy metal
de qualidade. O Perpetual priorizou
os discos anteriores "Eyes Of
Insanity" e "Arena".
Além das canções
próprias, a banda ainda executou
temas instrumentais de Yngwie Malmsteen,
e a cover do Whitesnake, "For
Your Loving", conquistando de
vez a simpatia do público que
esperava Hughes.
A missão dos curitibanos do
MOTOROCKER também não
foi fácil. A banda subiu ao
palco, após a apresentação
do ex-baixista do Deep Purple, com
um público bem menor, mas não
se abateu. Não faltaram covers
do AC/DC, BLACK SABBATH e canções
do disco autoral "Igreja Universal
do Reino do Rock", que recebeu
excelentes críticas da mídia
nacional especializada, bem como indicações
a prêmios nacionais.Na metade
da apresentação, o vocalista
Marcelus aproveitou para agradecer
a oportunidade. “É uma
honra tocar na mesma noite da apresentação
de uma das maiores vozes do rock.
O velho está cantando muito”,
disse.
Link:
http://whiplash.net/materias/shows/066166-glennhughes.html
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